quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Campanha alerta para o câncer de pulmão

Clarissa Borges, do A Tarde On Line


A distribuição e plantação de mudas no Jardim de Alah, em Salvador, foi a ação escolhida para chamar a atenção da população para o câncer de pulmão, tipo mais comum e mais letal da doença em todo o mundo. A campanha Consciência Viva, promovida pela Associação Brasileira de Câncer (ABCâncer), incluiu ainda distribuição de material informativo sobre a doença e consulta gratuita a especialistas que ficaram de plantão para prestar esclarecimento das 6h Às 16h.


Informado sobre a campanha pelo Jornal A TARDE, o aposentado Oscar Cardoso, 69, dirigiu-se ao local para tirar uma dúvida: queria saber se os 30 anos de tabagismo, vício que abandonou há 20 anos, ainda o colocam no grupo de risco da doença, já que 80% dos casos diagnosticados estão entre fumantes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o médico do Núcleo de Oncologia da Bahia, Almiro Queiroz, os malefícios do cigarro podem perdurar no organismo por até 10 anos, mas a melhor forma de desfazer a dúvida é fazer uma avaliação médica.

Realizada simultaneamente em mais cinco capitais - Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo – a campanha Consciência Viva distribuiu 2.700 mil mudas de plantas, simbolizando 10% do número de casos diagnosticados no Brasil em 2006: 27 mil. Em todo o planeta, cerca de 1,3 milhão de casos são identificados por ano. Destes, 1,1 milhão de casos resultam em morte. A Bahia é um dos estados com menor incidência: teve 790 novos casos em 2006, dos quais 300 foram diagnosticados na capital. Em São Paulo, o número chegou a 7.590, e no Rio Grande Do Sul, a 4.070.


Diagnóstico - Segundo o médico, a letalidade da doença se deve à demora dos pacientes para procurar um médico. A idade média de diagnóstico é de 68 anos para homens e 66 para mulheres. “Os sintomas são silenciosos, geralmente são os mesmos que os fumantes já têm, como tosse e cansaço”, explica. O médico alerta que fumantes com mais de 40 anos devem consultar o médico com freqüência e submeter-se a um raio x do tórax pelo menos duas vezes por ano, maneira mais fácil de diagnóstico.


Os principais sintomas da doença são tosse e rouquidão persistentes, dores no peito e nas costas, respiração curta, fadiga, excreção de sangue, inchaço no pescoço e na face, perda de apetite e de peso, redução da capacidade física e crises freqüentes de bronquite e pneumonia. Além do fumo, o câncer pode estar ligado a outras causas, como exposição a arbestos (minerais usados em algumas indústrias) ou gás radônio, poluição e outras doenças pulmonares.


Os especialistas fazem questão de lembrar que fumantes passivos (aqueles que convivem com fumantes) também estão expostos ao risco. Por isso, o abandono do vício e o aumento da qualidade de vida são as medidas mais eficazes de prevenção à doença. Quem já teve o câncer de pulmão uma vez também tem maior chance de desenvolver um segundo tumor.


Apesar de, no passado, ter sido uma doença que praticamente só afetava homens, o câncer de pulmão é cada vez mais freqüente entre as mulheres. A voluntária da ABCâncer, Líliane Jacob, chama a atenção para um dado. No Brasil, onde a incidência da doença tem diminuído, aumentou em 0,2% entre as mulheres, em comparação com os homens afetados. “A doença diminui porque há uma diminuição do fumo, graças à conscientização da população, mas também há um crescimento da incidência no sexo feminino”, lembra.

do Site:

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=808941

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Papa nomeia cardeal o arcebispo de São Paulo, dom Odilio Scherer



Foto combo dos 23 novos cardeais que serão nomeados pelo papa Bento XVI, entre eles dom Odilio Scherer (o segundo à direita, na última linha)





CIDADE DO VATICANO (AFP) — Na segunda leva de promoções em seus dois anos e meio de pontificado, Bento XVI vai nomear, em cerimônia solene do Vaticano no próximo sábado, 23 novos cardeais, entre eles o arcebispo de São Paulo, dom Odilio Scherer.





Titular da arquidiocese de São Paulo desde março deste ano, dom Odilo, de 58 anos, teve como antecessores, neste posto, dom Paulo Evaristo Arns e dom Cláudio Hummes, ambos já nomeados cardeais.





Dom Odílio foi um dos religiosos responsáveis por acolher o Papa Bento XVI em maio deste ano, quando o chefe da Igreja Católico visitou São Paulo.





Segundo o Vaticano, este gaúcho de Cerro Largo é 'conhecido por sua inteligência e por ser bom administrador'e.





Descendente de imigrantes alemães da região do Sarre, próxima à Alemanha, o arcebispo de São Paulo é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado padre em 1976 no Paraná, onde foi criado. Assim como dom Cláudio, é considerado de linha moderada.





Por sete anos, entre 1994 e 2001, foi oficial da Congregação para os Bispos, órgão que analisa os postulantes à chefia das dioceses.





O anúncio dos novos 23 cardeais foi feito no final da audiência geral desta quarta-feira, quando Bento XVI confirmou a realização de um novo consistório - a assembléia de cardeais presidida pelo sumo pontífice - no dia 24 de novembro.





Com estas nomeações, o Colégio Cardinalício, passará a contar com 121 cardeais votantes em um eventual conclave, cerimônia fechada em que o futuro papa é escolhido. De acordo com a norma do direito canônico, deveriam existir 120 eleitores no colégio, mas como alguns dos atuais cardeais devem completar 80 anos nos próximos meses, perderão o direito ao voto.





Apenas os cardeais com menos de 80 anos têm direito a voto no conclave. Segundo esta norma, dom Odílio terá direito a voto no próximo conclave.





Nesta nova nomeação, além de dom Odilo, outros 17 religiosos ainda não alcançaram esta idade. Atualmente, o Colégio Cardinalício conta com 181 membros, dentre os quais 77 são octogenários.





Entre os nomes da lista de novos cardeais anunciada por Bento XVI, estão Monsenhor Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana, Monsenhor André Vingt-Trois, arcebispo de Paris, e o Monsenhor Giovanni Lajolo, presidente de Estado da Cidade do Vaticano e ex-ministro do Exterior da Santa Sé.




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