sábado, 9 de fevereiro de 2008
Decisão sobre uso de véu gera protestos na Turquia
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Frase de primaz anglicano sobre aceitação de sharia gera polêmica no R.Unido
Londres, 8 fev (EFE) - Uma afirmação feita na quinta-feira pelo primaz da Igreja Anglicana, Rowan Williams, sobre a inevitabilidade de que o Reino Unido termine aceitando certos aspectos da sharia causaram polêmica e indignação no país.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
JESUS, O PROFETA DAS NAÇÕES
Lição 06, 10 de Fevereiro de 2008
JESUS, O PROFETA DAS NAÇÕES
TEXTO ÁUREO
E a multidão dizia: Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.(Mt 21. 11)
VERDADE PRÁTICA
Jesus é o Cristo-Profeta que ilumina e salva as nações.
HINOS SUGERIDOS 127, 147 , 151.
LEITURA BÍBLICA; Atos 3. 18-26
18 Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado; que o Cristo havia de padecer.
19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,
20 E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado.
21 O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.
22 Porque Moisés disse aos pais: O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.
23 E acontecerá que toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo.
24 Sim, e todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também predisseram estes dias.
25 Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.
26 Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, no apartar, a cada um de vós, das vossas maldades.
INTRODUÇÃO
A Bíblia ensina que Jesus exerceu, entre outras funções, a de profeta, como pode ser conferido na leitura diária desta semana. A função do profeta é revelar a vontade de Deus e instruir o povo; isto Jesus fez como nenhum outro poderia fazer. Nesta lição, estudaremos tanto o conceito bíblico de profeta, como o ministério e o ofício profético de Jesus.
I. PROFETAS NA BÍBLIA
Os profetas no Antigo Testamento. No Antigo Testamento, havia três classes de mediadores entre Deus e seu povo: o profeta, o sacerdote e o rei. Jesus, como o nosso perfeito Mediador (I Tm 2.5), reuniu em si os três ofícios. Ele é o Cristo-Profeta que ilumina as nações através de sua doutrina e palavra de autoridade. O profeta era o "porta-voz" de Deus (Ex 7.1; 4.10-16). Era alguém que falava em nome do Senhor: Serás como a minha boca" (Jr 15.19). O testemunho dos profetas revelava que o Messias seria um profeta para ser a luz do mundo, tanto para Israel como para os gentios (Is 42.1; Rm 15.8).
2. O fundador da ordem dos profetas. Por ser o primeiro profeta nacional (Nm 11.29; Dt 18.18), Moisés tornou-se um modelo para os demais profetas. Foi certamente sob a sua influência que Samuel, mais tarde, viria a estabelecer as conhecidas escolas de profetas (I Sm 19.18, 20; II Rs 2.3,5; 4.38; 6.1).
À semelhança de Moisés, Jesus, o Filho de Deus, proclamou a palavra de Deus com coragem e veemência (Dt 18.15,18; Jo 1.45; 4.19,29; At 3.22,23; 7.37).
3. Os profetas no Novo Testamento. Jesus disse que "a Lei e os profetas duraram até João (Lc 16.16). Teve este um papel especial como profeta. Aliás, ele foi o cumprimento de Malaquias 4.5, o "Elias do Novo Testamento", o precursor do Messias.
Quanto ao Senhor Jesus, foi ele reconhecido nos Evangelhos como profeta que havia de vir (Mc 1.27; 6.4,15; Jo 4.19; 5.14; 9.17). No passado, o instrumento principal para a revelação divina era os profetas, mas agora, Deus tem se revelado aos homens através de seu Filho (Hb 1.1,2).
II. O MINISTÉRIO DOS PROFETAS NO VELHO TESTAMENTO
1. Instruir o povo de Israel. Deus escolheu, preparou e inspirou seus servos, os profetas para admoestar seu povo. Eles se utilizavam de métodos variados para ensinar (Os 12.10; Hb 1.1). Eram educadores ungidos pelo Senhor para ensinar ao povo a viver em santidade, tornando-lhe conhecida sua revelação e desvendando-lhe as coisas futuras (Nm 12.6; I Rs 19.16; Jr 18.18). Eles não hesitavam em enfrentar reis desobedientes, governadores, sacerdotes ou qualquer tipo de liderança que não seguisse a Palavra de Deus (I Sm 1 Rs 18.18).Tinham, ainda, como missão: lutar contra a idolatria, zelar pela pureza religiosa, justiça social e fidelidade a Deus. Suas mensagens deveriam ser recebidas integralmente por toda a nação como Palavra de Deus (II Cr 20.20).
2. Anunciar a vinda do Messias (vv. 18,21,24). Os profetas do Antigo Testamento vaticinaram a vinda do Profeta por Excelência. Sua Obra Redentora pode ser encontrada, tipológica e profeticamente, na Lei de Moisés e nos Profetas: "E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias" (v. 24). No texto em apreço, o apóstolo Pedro apresenta o perfil de Cristo no Antigo Testamento, provando, assim, que os últimos episódios eram o cumprimento das Escrituras.
III. O OFÍCIO PROFÉTICO DE CRISTO
1. Muito mais que profeta. Em o Novo Testamento, Jesus foi aclamado profeta em diversas ocasiões (Mt 21.11; Mc 6.15; Lc 7.16); Aliás, Ele mesmo assim se considerava (Nt 13.57; Lc 4.54; 13.33).Certa feita, afirmou, categoricamente, ser Ele mesmo o cumprimento das profecias (Lc 24.44), uma vez que estas nEle se convergem (Lc 24.27). Todavia, Jesus não é apenas um profeta, como ensinam os muçulmanos. Ele é Deus em forma humana, o amado Emanuel - Deus conosco e Unigênito de Deus (Mt 1.23).
2. O Profeta semelhante a Moisés (v. 22). A promessa de um grande Profeta feita a Israel cumpriu-se em Jesus (v. 22). Ele reunia todas as condições necessárias ao exercício do ministério profético. Ou seja, o Mestre estava apto para exercer, de modo singular, todas as funções proféticas do Antigo Testamento.
Jesus não era apenas mais um profeta, mas o Legislador do Reino de Deus, cuja missão era estabelecer os "tempos do refrigério". Um dos assuntos principais da prédica de Jesus era: "Arrependei-vos, porque é chegado o Reino de Deus" (Mt 4.17).
3. "Toda alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo" (v. 23). A ameaça de se cortar alguém dentre o povo, conforme o discurso de Moisés, mencionado pelo apóstolo Pedro, pode ser interpretado como o julgamento escatológico. Isso porque, mostra que os incrédulos serão cortados do convívio do povo de Deus; trata-se de uma expressão que designa a perdição eterna dos que rejeitam a Cristo. Como profeta, Jesus desvenda-nos o futuro, revelando o triunfo de sua causa e de seu reino na consumação de todas as coisas (Mt 24 e 25).
CONCLUSÃO
Cópia do Comentário da lição acima citada, "Lições Bíblicas" da CPAD
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Campanha da fraternidade 2008
Prezados Irmãos e Irmãs da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de
Umuarama:
A Igreja do Brasil celebra pela 45ª vez a Campanha da Fraternidade (CF), cujo tema é: “Fraternidade e defesa da vida”, e o lema: “Escolhe, pois a vida” (Dt 30,19). Como nos anos passados, a CF acontece no tempo da Quaresma, momento forte de conversão da Igreja em preparação à Páscoa do Senhor Jesus. Deste modo, a CF quer ser um estímulo de mudança profunda de vida para todos nós, no sentido de buscarmos uma fidelidade ainda maior ao Deus criador e doador da vida. De fato, eis a mensagem central da Páscoa: o Ressuscitado venceu a morte e tornou-se o “Autor da vida” (At 3,15) nos cristãos e nas cristãs que nele acreditam e querem pautar suas vidas por esta certeza de fé.
O lema bíblico da CF deste ano fundamenta-se em Dt 30,15-20. Num momento decisivo de sua caminhada pelo deserto, antes da entrada na Terra Prometida, Moisés reúne o seu povo e o provoca para renovar, de forma solene e definitiva, a Aliança com o Deus libertador. Era preciso “escolher entre os caminhos que conduzem à vida e à felicidade, ou os caminhos que conduzem à morte e à desgraça” (cf. Dt 30,15). Ao povo cabia a escolha decisiva entre “a vida e a morte, entre a bênção ou a maldição” (cf. Dt 30,19) e era disto que dependia o seu futuro.
Creio que hoje também a realidade atual nos desafia e nos provoca a tomarmos uma decisão: a favor da vida ou a favor da morte! Há caminhos de morte que levam a destruir os bens que recebemos de Deus. Constata-se que existe entre nós uma verdadeira “cultura de morte”, uma cultura sem Deus e sem seus mandamentos. A experiência comprova que nem sempre a vida humana é considerada um valor absoluto; nem sempre a vida de cada pessoa humana é promovida e defendida, desde o nascimento até à morte. Como alertava Moisés ao povo contra a tentação do coração ser “seduzido a adorar e servir a outros deuses” (cf. Dt 30,17), hoje a vida humana é escravizada e oprimida pelos ídolos do poder, da riqueza e do prazer imediato e passageiro. Tudo isto causa a injustiça social que gera a ignorância, a fome, a violência, a criminalidade, o sofrimento, o descaso pela saúde, o aborto, a destruição do meio ambiente... Todos hão de concordar: deste modo, “nós não podemos prolongar nossos dias sobre a terra” (cf. Dt 30,18) e o futuro da humanidade ficará seriamente comprometido.
Há, porém, outros caminhos de vida verdadeira e plena para todos, de vida digna e realmente feliz para cada ser humano. Voltando uma vez mais ao discurso de Moisés, ele assim o conclui: “Escolham a vida... amem e obedeçam ao seu Deus... porque Ele é a sua vida e o prolongamento de seus dias... e desse modo vocês poderão habitar sobre a terra” que Deus lhes preparou (cf. Dt 30, 19b-30).
O próprio texto-base da CF/2008, na terceira parte do “Agir em defesa da vida”, apresenta algumas experiências muito interessantes e importantes para que sejam realizadas e atualizadas de acordo com cada contexto local. Eis algumas dessas sugestões: (1) Diante da exigência da caridade cristã, é preciso assumir uma postura de acolhida e de discernimento diante das ameaças à vida; (2) Desenvolver a espiritualidade da vida; (3) Defender a vida a partir de uma educação afetivo-sexual integral; (4) Priorizar o valor da família, pois é nela que o ser humano aprende a ser “verdadeiramente humano”; (5) Incentivar a reflexão sobre a defesa da vida nos ambientes universitários, científicos e técnicos; (6) Assegurar que os meios de comunicação social estejam a serviço da vida plena e integral; (7) Acolher a gestante em dificuldade e seu filho; (8) Apoiar os menores em situação de risco; (9) Apoiar as pastorais que trabalham na defesa da vida; (10) Assegurar que as políticas públicas e a participação política defendam a vida em todas as suas manifestações; (11) Promover a paz como fonte da vida e da justiça para todos. Oxalá possam surgir, à luz dessas sugestões, novas e eficazes experiências em nossos grupos de reflexão, em nossas CEBs e paróquias.
Eis, então, irmãos e irmãs, o forte apelo da CF/2008: “Escolhamos, pois, a vida” (cf. Dt. 30,19). Unamos nossos esforços para tomarmos atitudes firmes e eficazes que demonstrem a conversão pessoal e causem uma verdadeira transformação da sociedade que seja realmente fraterna, solidária e justa para todos. Acreditemos plenamente que a promoção e a defesa da vida só poderão ser feitas a partir dos critérios vividos por Jesus de Nazaré e atualizados por sua Igreja.
Bispo Diocesano de Umuarama
http://www.ilustrado.com.br/noticias.php?edi=030208&id=00000012